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Podemos conceituar biossegurança como
um conjunto de métodos e medidas que visam
o controle de infecções na clínica
odontológica tendo como princípios básicos
a prevenção de doenças, "infecção
cruzada", e proteção biológica
da equipe auxiliar e paciente.
No consultório odontológico adotamos uma rotina de controle de infecções e para tal devemos:
1. Fazer uma boa anamnese do paciente
que deve ser cuidadosa, para que o profissional tenha conhecimento
do estado de saúde sistêmica do paciente, de
doenças pré-existentes, de medicações
de uso contínuo, alergias, problemas enfrentados
em tratamentos anteriores com dentistas ou médicos
e dos riscos a que o próprio paciente se expõe,
como por exemplo, se é usuário de drogas,
entre outros.
2. Lavagem das mãos:
As mãos devem ser lavadas com sabão antimicrobiano
antes de calçar as luvas. Ensaboar e enxaguar as
mãos por 2 minutos, duas vezes no início do
dia, antes e depois do almoço e no final do dia é
o suficiente para diminuir o número de microorganismo
na superfície da pele para a maioria dos procedimentos
odontológicos. Ensaboar e enxaguar as mãos
durante 15 segundos é o suficiente entre os pacientes.
3. Luvas: As luvas não
estéreis, de uso clínico, descartáveis,
de látex, são ideais para a maioria dos procedimentos
odontológicos. A American Dental Association recomenda
o uso de luva para todos os pacientes. Existem duas razões
básicas para tal : 1) proteção do paciente
de organismos existentes na pele do operador e para prevenir
a infecção cruzada de um paciente para o outro
e 2) proteção dos profissionais de infecções
portadas pelos pacientes. O uso de luvas é bem aceito
pelos pacientes e pode até ter um efeito benéfico
na imagem do profissional.
4. Máscara cirúrgica: As
máscaras faciais são necessárias para
proteger as membranas mucosas da boca e do nariz.
A maior concentração de gotículas está
num raio de aproximadamente 60 a 90 centímetros da
boca do paciente.
5. Óculos de proteção:
Devem ser usados durante todo o procedimento de atendimento
e quando do manuseio de equipamento.
6. Aventais: Devem ser
usados sobre a roupa para prevenir o contato com a saliva,
sangue e doenças do sangue. É suficiente que
ele cubra o profissional ou suas roupas e a pele exposta,
usado exclusivamente no ambiente de trabalho.
7. Proteção
do equipamento:
o equipamento deve ser desinfectado e ser aplicado barreiras
como sacos plásticos, folhas de papel alumínio,
papel impermeável ou filmes plásticos em áreas
de manuseio.
8. Desinfecção: Usados no
consultório, inativando esporos e destruindo todas
as formas de bactérias de qualquer ítem imerso
no desinfectante durante 10 horas. A pré-limpeza
é imprescindível para que a desinfecção
ou esterilização sejam eficientes.
9. Procedimentos
durante o atendimento:
9.1. Os instrumentos a serem utilizados
devem ser esterilizados sob calor úmido (auto-clave
) ou calor seco (estufa)
9.2. Deve se evitar o uso de "spray"
de água/ar para controlar os níveis de microorganismos
no ar.
9.3. Tudo deve ser feito para evitar contaminação,
por exemplo, as luvas nunca devem tocar a ficha clínica
do paciente.
10. Manuseio de
fichas clínicas: As fichas devem ser
arquivadas fora da área crítica do consultório.
Devem ser manipuladas com as mãos lavadas e nunca
com as luvas de procedimento.
11. Limpeza e proteção com barreiras:
Toda limpeza deve ser feita com óculos, máscaras
e luvas protetoras resistentes de borracha. Todo material
perfuro-cortante deve ser descartado em recipiente resistente
e próprio. O material contaminado deve ser descartado
em sacos de cor branco leitoso, identificado como contaminado
e recolhido pelo serviço de coleta apropriado(coleta
seletiva). Todas as superfícies não cobertas,que
sejam tocadas devem ser limpas e desinfectadas. As superfícies
cobertas com barreiras necessitam serem limpas e desinfectadas
só se houver rompimento da barreira, caso contrário,
basta trocar a barreira.
12. Controle do equipamento de esterilização: Deve-se fazer controle da eficiência dos equipamentos de esterilização através de termômetros na estufa para verificar a constância da temperatura necessária, fitas que indicam que se a temperatura desejada foi atingida e testes biológicos através de bactérias, para ver se não há proliferações das mesmas.
Podemos concluir, portanto, que somos responsáveis pela nossa própria saúde, pela saúde da equipe de profissionais que trabalham e pela dos pacientes que muitas vezes são contaminados em consultórios odontológicos que não trabalham com biossegurança.
É impossível se esquivar dos cuidados necessários
e das nossas responsabilidades, principalmente pelo fato
de sabermos não haver mais grupos de risco para a
AIDS, doenças infecto-contagiosas em geral como hepatites...,
e precisamos considerar todos como potencialmente capazes
de possuir uma dessas doenças.
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